Período de nozes por aqui.
E tem um pé de noz pertinho da parada do ônibus. Sempre que descemos ali paramos um pouco na beira da rua e pegamos as nozes no chão. Quebramos elas na estrada mesmo, pisando em cima e comemos umas 2 ou 3 antes de continuar o caminho.
É bem estraha a fruta da noz. Estamos acostumado só com a noz mesmo, nunca tinha pensado como é a noz verde ainda. A fruta lembra um pouco a cara de um limão, a cor e o tamanho, mas com uma textura diferente, depois que fica madura ela abre e deixa a noz cair. Ai é só quebrar a casca e comer o miolo!
Ontem rolou um almoço diferente na escola.
Na verdade foi diferente justamente porque não foi na escola. Fomos almoçar na casa de um colega que mora pertinho do colégio. A mãe dele comprou uns frangos assados pra gente (mas a gente que vai pagar) e fizemos umas batatas fritas no forno. É bom que muda um pouco a rotina e a gente volta mais animado pra aula. Além do que fazer zona , mesmo que seja pequena, na casa de colega é sempre bom.
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quarta-feira, 23 de setembro de 2009
quinta-feira, 2 de julho de 2009
Geléias
Antes de ontem, de tarde, minha mãe e o Eric saíram para dar uma voltinha de carro. Voltaram com alguns quilos de cerejas. Passaram por uma cerejeira carregada de frutos na beira da estrada. Encostaram o carro e pegaram várias cerejas, bem escuras, daquelas que mancham que é uma beleza. Quando foram pesar, deu uns 3 quilos de cerejas. Comemos várias, as que sobraram o Eric fez geléia com elas. Um panelão de geléia, que rendeu dois potes cheios.
Ontem de manhãzinnha, quase de madrugada ainda (eram umas 6h da manhã ainda) os três - o irmão do Eric foi junto - foram atacar a cerejeiro de novo. Mas dessa vez foram preparados, ao invés de colocar as cerejas em um pano qualquer, como da outra vez, levaram sacola e até
escada, pensando em dar um rapa geral na árvore mesmo.

Dessa vez voltaram com sete quilos de cerejas, só para geléia. Mas depois de tirar os caroços, os sete quilos caíram pra 2,5 ... Mas que renderam 8 potes de geléia!
E a geléia fica boa que só, vai um limão no meio, que dá um gostinho azedinho bom. E os pedaços de cereja no meio, beleza!
É bem um costume deles, comer geléias. Quando a gente pensa na função da geléia - uma forma de conservar as frutas por longos períodos, incluindo o frio - dá pra entender daonde vem esse hábito. Hábito gostoso, por sinal.
Ontem de manhãzinnha, quase de madrugada ainda (eram umas 6h da manhã ainda) os três - o irmão do Eric foi junto - foram atacar a cerejeiro de novo. Mas dessa vez foram preparados, ao invés de colocar as cerejas em um pano qualquer, como da outra vez, levaram sacola e até
escada, pensando em dar um rapa geral na árvore mesmo.
E a geléia fica boa que só, vai um limão no meio, que dá um gostinho azedinho bom. E os pedaços de cereja no meio, beleza!
É bem um costume deles, comer geléias. Quando a gente pensa na função da geléia - uma forma de conservar as frutas por longos períodos, incluindo o frio - dá pra entender daonde vem esse hábito. Hábito gostoso, por sinal.
domingo, 28 de junho de 2009
Sold de verão
Essa semana começou a primeira rodada das sold (liquidações) aqui. Durante o período de sold serão umas três levas de promoções, cada vez com o preço menor.
A organização é tão doentia aqui, que até as datas de início e de fim do período de sold é o governo que demarca. Mas dentro desses período, cada vendedor escolhe suas datas de 1ª, 2ª ou 3ª sold.
Hoje já tiramos proveito dessas promoções.
Fomo em Belfort dar uma volta. Entramos numa loja de esporte, só pra dar uma olhada, e saímos de tênis novos, eu e o Gui. Tudo bem que fazia tempo que a gente já tava olhando tênis. Juntamos o útil ao agradável (ao bolso, principalmente). E são promoções boas, o meu tênis tava com 40% de desconto! Imagino como vai ficar o preço (se é que sobre algum par) desse tênis na 3ª sold...
A organização é tão doentia aqui, que até as datas de início e de fim do período de sold é o governo que demarca. Mas dentro desses período, cada vendedor escolhe suas datas de 1ª, 2ª ou 3ª sold.
Hoje já tiramos proveito dessas promoções.
Fomo em Belfort dar uma volta. Entramos numa loja de esporte, só pra dar uma olhada, e saímos de tênis novos, eu e o Gui. Tudo bem que fazia tempo que a gente já tava olhando tênis. Juntamos o útil ao agradável (ao bolso, principalmente). E são promoções boas, o meu tênis tava com 40% de desconto! Imagino como vai ficar o preço (se é que sobre algum par) desse tênis na 3ª sold...
quinta-feira, 25 de junho de 2009
Rematricula (com hífen ou sem!?)
Dia de fazer a rematrícula no colégio. Fomos lá resolver isso de manhã. "Fomos" porque sabia que ia ter que escrever em francês e saber algumas informações pro ano que vem, senão ia sozinho e de bicicleta, pra poder ficar lá com o pessoal até mais tarde.
Logo que chegamos já encontrei uns colegas. Enquanto mamãe preenchia as fichas, fiquei conversando com o pessoal. Pro 3º ano, Terminal aqui, tem que fazer uma escolha de matéria pra se especializar. Como somos a sala de Científico, temos as opções de matemática, física/química ou SVT. No meu caso fui pra matemática.
Na especialização vemos matérias além do conteúdo obrigatório, mas a escolha conta muito pra BAC (o vestibular). Cada matéria tem um coeficiente no BAC, matemática é 9, SVT, 7, por exemplo. Esse coeficiente vai ser multiplicado pelo nota que diferenciar da média na prova de cada metéria..
Exemplo: as notas são sobre 20, a média deve ser 10. Cada ponto além dos 10, na prova de matemática vale 9 pontos na média final. Mas em compensação cada ponto abaixo da média na prova de matemática tira 9 pontos na média final.
Mas a maioria faz como eu, escolhe a metéria pelo que gosta, bem melhor do que escolher algo que não gosta, só pela nota, e no fim das contas se dar mal, com notas baixas...
Além da especialização ainda tinham as matérias opcionais: Alemão como terceira língua (pra quem tinha escolhido o inglês e o espanhol como outras línguas), latim, esporte, teatro ou fotografia. No vai-ou-não-vai, me inscrevi pra fazer fotografia. Se o horário for o mesmo desse ano, quarta à tarde lá vou eu pra Lure...
Logo que chegamos já encontrei uns colegas. Enquanto mamãe preenchia as fichas, fiquei conversando com o pessoal. Pro 3º ano, Terminal aqui, tem que fazer uma escolha de matéria pra se especializar. Como somos a sala de Científico, temos as opções de matemática, física/química ou SVT. No meu caso fui pra matemática.
Na especialização vemos matérias além do conteúdo obrigatório, mas a escolha conta muito pra BAC (o vestibular). Cada matéria tem um coeficiente no BAC, matemática é 9, SVT, 7, por exemplo. Esse coeficiente vai ser multiplicado pelo nota que diferenciar da média na prova de cada metéria..
Exemplo: as notas são sobre 20, a média deve ser 10. Cada ponto além dos 10, na prova de matemática vale 9 pontos na média final. Mas em compensação cada ponto abaixo da média na prova de matemática tira 9 pontos na média final.
Mas a maioria faz como eu, escolhe a metéria pelo que gosta, bem melhor do que escolher algo que não gosta, só pela nota, e no fim das contas se dar mal, com notas baixas...
Além da especialização ainda tinham as matérias opcionais: Alemão como terceira língua (pra quem tinha escolhido o inglês e o espanhol como outras línguas), latim, esporte, teatro ou fotografia. No vai-ou-não-vai, me inscrevi pra fazer fotografia. Se o horário for o mesmo desse ano, quarta à tarde lá vou eu pra Lure...
quarta-feira, 27 de maio de 2009
Eleições Européias
Passamos a tarde em Belfort. Já é bem a quarta vez que vamos lá e ainda não fomos no dito forte... Sempre ficamos enrrolando na FNAC, vendo livros, CDs, eletrônicos e tudo o mais, e acabamos perdendo a hora de ir ver o forte...
Mas pra falar de algo "interessante", não sei quando, vai rolar uma Eleição Européia. Várias cidades que a gente passa têm cartazes com os candidatos franceses. O Eric tentou me explicar um pouco como funciona esse sistema, meio complicadinho de entender.
Essas eleições são para eleger os deputados que representaram a França no câmara européia. Existem as leis européias, que todos os paíes da União Européia têm que seguir, porém cada país é soberano em seu território para criar suas próprias leis, desde que elas se encaixem nas européias.
Meio enrrolado isso, as leis európeias não mandam nos países, porém os países têm que seguí-las.
Por causa dessa dificuldade em entender como funciona o esquema, algo em torno de 60% da população da França não deve votar nessas eleições, já que não são obrigados.
É nisso que dá querer tem regras pra tudo e qualquer coisa que você pense em fazer.
Mas pra falar de algo "interessante", não sei quando, vai rolar uma Eleição Européia. Várias cidades que a gente passa têm cartazes com os candidatos franceses. O Eric tentou me explicar um pouco como funciona esse sistema, meio complicadinho de entender.
Essas eleições são para eleger os deputados que representaram a França no câmara européia. Existem as leis européias, que todos os paíes da União Européia têm que seguir, porém cada país é soberano em seu território para criar suas próprias leis, desde que elas se encaixem nas européias.
Meio enrrolado isso, as leis európeias não mandam nos países, porém os países têm que seguí-las.
Por causa dessa dificuldade em entender como funciona o esquema, algo em torno de 60% da população da França não deve votar nessas eleições, já que não são obrigados.
É nisso que dá querer tem regras pra tudo e qualquer coisa que você pense em fazer.
domingo, 24 de maio de 2009
Brocante
Pra animar um pouco o final de semana, rolou uma brocante na cidade hoje.
Com as devidas explicações: Brocante é uma espécie de feira, em que as pessoas vendem coisas usadas. É um negócio super organizado, e movimentado também.
Ontem passamos no lugar que foi a feira pra ver como estavam organizando as coisas. Tinham marcas no chão com a numeração de cada stand, vimos até o 79, mas hoje chegamos a ver o stand 119... E cada pessoa paga uma taxa pra prefeitura pra se inscrever, não é muita coisa, é mais pra organizar mesmo, quem vai participar, quantas pessoas...
Bem engraçado essa de morar em interiorzão, uma feira dessa vira atração, gente de várias cidades se reúnem, pra vender, comprar, conversar...
Nunca vi a cidade tão movimentada, tinha carro transbordando da cidade, literalmente, os carros tavam parando na beira da estrada, fora da placa de entrada da cidade.
A área da feira tava cheiona de gente, isso porque quando fui já tinham vários vendedores indo embora.
Pra melhorar a zona, um solão, quase que bate 30ºC hoje. Dá falta o ventinho de Natal...
O povo vende de tudo, fitas de vídeo cassete, roupas, brinquedos, livros, louças, cestos, quadros, machados, foices e tudo que é tranqueira imaginável. O pessoal faz a geral na casa e põe o que não quer à venda. E como são coisas que o povo quer se livrar, tudo bem barato.
Mãe comprou uma panela de cobre (3 euros) e um cestinho pra colocar chaves e bagulhada (0,50 euros). Eu e o Gui compramos umas medalhas militares, premiações bobas, todas escritas em alemão, mas acho que são suíças, foram 5 no total, 1 euro cada (por isso que disse que são prêmios bobos, por esse preço...), mas são bem bonitinhas.
Em Junho vai ter outra feira dessa, mas em outra cidade, é costume deles isso, aproveitar o calor pra sair de casa, e pra vender as quinquilharias das faxinas de primavera.
Com as devidas explicações: Brocante é uma espécie de feira, em que as pessoas vendem coisas usadas. É um negócio super organizado, e movimentado também.
Ontem passamos no lugar que foi a feira pra ver como estavam organizando as coisas. Tinham marcas no chão com a numeração de cada stand, vimos até o 79, mas hoje chegamos a ver o stand 119... E cada pessoa paga uma taxa pra prefeitura pra se inscrever, não é muita coisa, é mais pra organizar mesmo, quem vai participar, quantas pessoas...
Bem engraçado essa de morar em interiorzão, uma feira dessa vira atração, gente de várias cidades se reúnem, pra vender, comprar, conversar...
Nunca vi a cidade tão movimentada, tinha carro transbordando da cidade, literalmente, os carros tavam parando na beira da estrada, fora da placa de entrada da cidade.
A área da feira tava cheiona de gente, isso porque quando fui já tinham vários vendedores indo embora.
Pra melhorar a zona, um solão, quase que bate 30ºC hoje. Dá falta o ventinho de Natal...
O povo vende de tudo, fitas de vídeo cassete, roupas, brinquedos, livros, louças, cestos, quadros, machados, foices e tudo que é tranqueira imaginável. O pessoal faz a geral na casa e põe o que não quer à venda. E como são coisas que o povo quer se livrar, tudo bem barato.
Mãe comprou uma panela de cobre (3 euros) e um cestinho pra colocar chaves e bagulhada (0,50 euros). Eu e o Gui compramos umas medalhas militares, premiações bobas, todas escritas em alemão, mas acho que são suíças, foram 5 no total, 1 euro cada (por isso que disse que são prêmios bobos, por esse preço...), mas são bem bonitinhas.
Em Junho vai ter outra feira dessa, mas em outra cidade, é costume deles isso, aproveitar o calor pra sair de casa, e pra vender as quinquilharias das faxinas de primavera.
Campos
Geral na casa hoje, poeira que não acaba mais. Não sei como pode juntar tanta poeira...
Provávelmente é culpa da estrada aqui do lado.
Passear de bicicleta, pra váriar. Fomos em direção de Monts Revaux, várias plantações e campos com fenos.
Quando chegamos, tinham montes de fenos soltos nos campos, pros animais comerem. Agora já são rolos de feno sendo feitos, tudo na base do trator. Um trator passa juntando o feno seco e outro passa por cima fazendo rolos de feno.
O pessoal não para, tem que aproveitar ao máximo o verão (mesmo ainda sendo primavera), pois no inverno tem outras preucupações, lenha, animais soltos ou não, alimento estocado pros animais... E o verão é a hora de se preparar pro inverno.
Dá até uma saudade de um pais (região, pra ficar melhor) com "uma estação" só...
Provávelmente é culpa da estrada aqui do lado.
Passear de bicicleta, pra váriar. Fomos em direção de Monts Revaux, várias plantações e campos com fenos.
Quando chegamos, tinham montes de fenos soltos nos campos, pros animais comerem. Agora já são rolos de feno sendo feitos, tudo na base do trator. Um trator passa juntando o feno seco e outro passa por cima fazendo rolos de feno.
O pessoal não para, tem que aproveitar ao máximo o verão (mesmo ainda sendo primavera), pois no inverno tem outras preucupações, lenha, animais soltos ou não, alimento estocado pros animais... E o verão é a hora de se preparar pro inverno.
Dá até uma saudade de um pais (região, pra ficar melhor) com "uma estação" só...
segunda-feira, 18 de maio de 2009
Estudos
Dia normal, exceto por uma reunião com o professor de Química/Física. Ele faz isso com todos os alunos, um encontro pra saber se o aluno está no curso que gostaria de fazer (explico melhor no próximo parágrafo), o que quer fazer após concluir o colégio, se os pais estão de acordo com a escolha...
Não sei o rela motivo dessa "pesquisa", mas é bem legal, mostra um maior interesse pelos alunos. E achei mais legal ainda que não fui deixado de fora. Tudo bem que a ficha que ele tem pra preencher, foi ele que preencheu, conforme eu ia falando.
Com os outro alunos ele faz as perguntas e depois fala o que ele acha da pessoa como aluno, se é esforçado, estudioso e por ai vai, mas comigo só perguntou o que ia fazer de universidade, expliquei por cima a idéia do curso e do porquê estar aqui na França e depois conversamos um pouco do que estou achando daqui, mais relacionado à escola, se estou acompanhando, gostando...
Quanto ao ensino aqui, no nível que estou existem 4 divisões, Científica, Literária Econômica e a Técnica.
A técnica é em geral da galera mais baixa, por que a maioria os que fazem o Liceu Técnico não pretendem seguir em uma universidade.
O Científico, que é o que eu faço, é o mais valorisado (rá!). Muitos que querem seguir até pra área de humanas acabam caindo pro Científico, pelo valor que o curso tem, por ser difícil.
Meio sem nexo, fazer o difícil pelo valor que se tem depois, mesmo se essa não é a área que você que seguir.
Quanto aos outros dois tipos de estudos, além de imaginar do que se tratam, pelo nome, só sei que são mais desvalorizados.
Não sei o rela motivo dessa "pesquisa", mas é bem legal, mostra um maior interesse pelos alunos. E achei mais legal ainda que não fui deixado de fora. Tudo bem que a ficha que ele tem pra preencher, foi ele que preencheu, conforme eu ia falando.
Com os outro alunos ele faz as perguntas e depois fala o que ele acha da pessoa como aluno, se é esforçado, estudioso e por ai vai, mas comigo só perguntou o que ia fazer de universidade, expliquei por cima a idéia do curso e do porquê estar aqui na França e depois conversamos um pouco do que estou achando daqui, mais relacionado à escola, se estou acompanhando, gostando...
Quanto ao ensino aqui, no nível que estou existem 4 divisões, Científica, Literária Econômica e a Técnica.
A técnica é em geral da galera mais baixa, por que a maioria os que fazem o Liceu Técnico não pretendem seguir em uma universidade.
O Científico, que é o que eu faço, é o mais valorisado (rá!). Muitos que querem seguir até pra área de humanas acabam caindo pro Científico, pelo valor que o curso tem, por ser difícil.
Meio sem nexo, fazer o difícil pelo valor que se tem depois, mesmo se essa não é a área que você que seguir.
Quanto aos outros dois tipos de estudos, além de imaginar do que se tratam, pelo nome, só sei que são mais desvalorizados.
sexta-feira, 15 de maio de 2009
Religião
Hoje aconteceu algo bem diferente na escola. Na hora da saída tinham uns 5 velhos, distribuindo o Novo Testamento, espalhados pela área que a gente sai, na rua já, mas de forma que a gente teria que passar por um deles.
Uns colegas (conhecidos, amigos de amigos, por assim dizer), foram lá, pegaram um livro cada um e voltaram até onde a gente estava, rasgando os livros. Fiquei super surpresa com a falta de respeito, ainda mais que a gente tava num lugar que todos os caras viam a gente, ou seja, foi algo pra ser desrrespeituoso mesmo. Além disso ainda ficaram tirando sarro dos caras, fazendo piadinhas de religião e coisas do tipo.
Dava pra perceber que era uma coisa comum a todos, essa vontade de zuar dos caras.
Vários pegavam o livro, mas guardavam no bolso, sem nem dar atenção.
Chegando em casa, contei o caso e o Eric explicou o porquê. Aqui eles não falam de religião, nem têm uma idéia mínima das histórias e como é uma religião, como nós temos. O fato de alguém estar distribuindo o Novo Testamento - ou seja, fazendo "propaganda" da sua religião - já uma ofensa pra eles. Por isso as respostas agressivas, rasgando os livros e tirando sarro.
Depois disso fiquei um bom tempo filosofando em cima da idéia de liberdade que eles têm aqui. O simples fato da pessoa expressar suas idéias religiosas já é uma afronta. Quanta diferença pro Brasil...
Uns colegas (conhecidos, amigos de amigos, por assim dizer), foram lá, pegaram um livro cada um e voltaram até onde a gente estava, rasgando os livros. Fiquei super surpresa com a falta de respeito, ainda mais que a gente tava num lugar que todos os caras viam a gente, ou seja, foi algo pra ser desrrespeituoso mesmo. Além disso ainda ficaram tirando sarro dos caras, fazendo piadinhas de religião e coisas do tipo.
Dava pra perceber que era uma coisa comum a todos, essa vontade de zuar dos caras.
Vários pegavam o livro, mas guardavam no bolso, sem nem dar atenção.
Chegando em casa, contei o caso e o Eric explicou o porquê. Aqui eles não falam de religião, nem têm uma idéia mínima das histórias e como é uma religião, como nós temos. O fato de alguém estar distribuindo o Novo Testamento - ou seja, fazendo "propaganda" da sua religião - já uma ofensa pra eles. Por isso as respostas agressivas, rasgando os livros e tirando sarro.
Depois disso fiquei um bom tempo filosofando em cima da idéia de liberdade que eles têm aqui. O simples fato da pessoa expressar suas idéias religiosas já é uma afronta. Quanta diferença pro Brasil...
quinta-feira, 14 de maio de 2009
Laboratório
Depois do almoço hoje, um colega me chamou pra jogar baralho. Sempre ando com o Pierre e os colegas dele, mas foi outro colega que me chamou. Ficamos lá, eu, ele e outro cara jogando. Foi bom, pela brincadeira, pela zuação em francês e pela variação de colegas um pouco.
Aula de química, laboratório. Mexemos com altas coisas loucas lá. Na verdade a maioria foi o professor que mexeu, materias tóxicos e tal, é preferivel não passar pra todo mundo.
Introdução à química orgânica, e já fomos pro laboratório testar umas coisas... Uma coisa que seria bom ter feito no CEFET.
Além disso, aqui a gente usa muito microscópio em SVT (biologia), não fica só no teórico, coloca o prático no meio, ajuda que só pra entender as coisas.
Aula de química, laboratório. Mexemos com altas coisas loucas lá. Na verdade a maioria foi o professor que mexeu, materias tóxicos e tal, é preferivel não passar pra todo mundo.
Introdução à química orgânica, e já fomos pro laboratório testar umas coisas... Uma coisa que seria bom ter feito no CEFET.
Além disso, aqui a gente usa muito microscópio em SVT (biologia), não fica só no teórico, coloca o prático no meio, ajuda que só pra entender as coisas.
segunda-feira, 11 de maio de 2009
Segundona
Ê segunda-feira... Não é um dia pesado, isso é bom... A aula começa às 9h, e hoje peguei o ônibus das 8h07min, pois é, 8 horas e 7 minutos... E o anterior é às 7h27min... Não sei pra que toda essa precisão, o ônibus sempre atrasa!
Mas hoje foi diferente, nunca tinha pego esse ônibus, sempre pego o mais cedo. E de prêmio, atrasou que só pra chegar, e eu sozinho lá na parada... Já tava quase voltando pra casa e pedindo pra me levarem, porque não ia passar...
Mas passou, e logo de começo, virou pra esquerda, em direção à cidade da escola do Gui, e não à esquerda, direção de Lure. O susto foi tamanho que fui perguntar prum garoto se o ônibus ia pra Lure mesmo. O cara se enrrolou todo, ficou vermelhão, mas falou que era pra Lure... Sei lá se ficou com medo de ter pego o ônibus errado também, ou era só timidez mesmo (voto na segunda opção). Depois de uns bons caminhos diferentes, passando por outras cidades, chegou em Lure, mas ainda fez outro caminho, ai que fui entender, era o ônibus que leva o pessoal do cólegio (nível do Gui, o meu é liceu) e só depois passava no liceu.
Depois de tantas emoções (mentira) cheguei na escola inteiro.
Só pra por mais fotos, e mostrar como demora o dia aqui, fotos da janela do meu quarto.
Tirei hoje as fotos, eram 21h06min quando tirei, e olha o céu claro lá atrás.
Essa árvore parecia morta, demorou que só, em comparação com as outras, pra dar flor, mas tá cheiona agora.
O pôr-do-sol demora muito mais aqui que em Natal. Lá, em uns 30 minutos o céu foi de sol à noite. Aqui demora bem mais, fica o sol lá no horizonte, enrrolando, batendo um papo com a galera...
Mas hoje foi diferente, nunca tinha pego esse ônibus, sempre pego o mais cedo. E de prêmio, atrasou que só pra chegar, e eu sozinho lá na parada... Já tava quase voltando pra casa e pedindo pra me levarem, porque não ia passar...
Mas passou, e logo de começo, virou pra esquerda, em direção à cidade da escola do Gui, e não à esquerda, direção de Lure. O susto foi tamanho que fui perguntar prum garoto se o ônibus ia pra Lure mesmo. O cara se enrrolou todo, ficou vermelhão, mas falou que era pra Lure... Sei lá se ficou com medo de ter pego o ônibus errado também, ou era só timidez mesmo (voto na segunda opção). Depois de uns bons caminhos diferentes, passando por outras cidades, chegou em Lure, mas ainda fez outro caminho, ai que fui entender, era o ônibus que leva o pessoal do cólegio (nível do Gui, o meu é liceu) e só depois passava no liceu.
Depois de tantas emoções (mentira) cheguei na escola inteiro.
Só pra por mais fotos, e mostrar como demora o dia aqui, fotos da janela do meu quarto.
Tirei hoje as fotos, eram 21h06min quando tirei, e olha o céu claro lá atrás.
Essa árvore parecia morta, demorou que só, em comparação com as outras, pra dar flor, mas tá cheiona agora.
segunda-feira, 4 de maio de 2009
Pardon, Merci...
Volta às aula hoje... E minha primeira segunda feira de aula!
Tranquilona a segunda, aula começa às 9h, e acaba 15h30min...
Acho que o tempo em casa deu uma atrapalhada no frânces, duas vezes hoje, eu ia falando em português ao invés de francês e raramente acontece isso.
Uma coisa que já sabia e já tinha reparado, mas acho que tava meio desacostumado, são os "merci" e "pardon" direto. Qualquer coisa que a pessoa faça, olha pra você e pede desculpa. Coisas do tipo de passar na sua frente ou então encostar no seu braço por besteira, tem um "pardon" ou "excuse" em seguida. Com o "obrigado" é a mesma coisa, qualquer besteirinha eles agradecem.
É uma coisa boa, imagino, mas fica meio estranho porque parece uma coisa automática, aperta um botãozinho e ouve um "merci" ou um "excuse"...
Tranquilona a segunda, aula começa às 9h, e acaba 15h30min...
Acho que o tempo em casa deu uma atrapalhada no frânces, duas vezes hoje, eu ia falando em português ao invés de francês e raramente acontece isso.
Uma coisa que já sabia e já tinha reparado, mas acho que tava meio desacostumado, são os "merci" e "pardon" direto. Qualquer coisa que a pessoa faça, olha pra você e pede desculpa. Coisas do tipo de passar na sua frente ou então encostar no seu braço por besteira, tem um "pardon" ou "excuse" em seguida. Com o "obrigado" é a mesma coisa, qualquer besteirinha eles agradecem.
É uma coisa boa, imagino, mas fica meio estranho porque parece uma coisa automática, aperta um botãozinho e ouve um "merci" ou um "excuse"...
domingo, 12 de abril de 2009
Páscoa
Páscoa, chocolates, churrasco no domingo... E pra melhor, uma dor de garganta e um mal-estar piores do que ontem...
A páscoa aqui é bem diferente, os supermecados não ficam cheio de ovos de chocolate embrulhados como a gente tem no Brasil. Tem algumas prateleiras com ovos do tipo dos do Brasil, mas umas duas marcas só. Pra compensar, tem muitas caixas ovinhos e coelhos de chocolate.
No domingo de páscoa os pais escondem os chocolates pela casa ou quintal, e as crianças tem que procurar. Uma brincadeira melhor que simplesmente entregar os ovos, e como são ovinhos pequenos, dá pra esconder mais fácil.
Outra diferença é que o feriado da páscoa aqui é na segunda, não na sexta-feira.
Fomos dar um passeio, pra ver a região florida.
Acabamos indo para Voges, outra região da França, mas só passamos por tudo, para ver, nem paramos.
No meio do caminho, uma cidade cheia de árvores com flores brancas. Cerejeiras, aos montes...
As estradas passavam quase sempre em partes mais altas que as cidades, ai dava pra ter uma boa vista de tudo ao redor.

E primavera aparecendo, calor chegando, animais sendo soltos... Tem vaca pra tudo que é lado.
Até no meio da cidade. (Não faço idéia de que cidade era, e não era bem no meio da cidade, pro trás da casa tinha um pasto.)
A páscoa aqui é bem diferente, os supermecados não ficam cheio de ovos de chocolate embrulhados como a gente tem no Brasil. Tem algumas prateleiras com ovos do tipo dos do Brasil, mas umas duas marcas só. Pra compensar, tem muitas caixas ovinhos e coelhos de chocolate.
No domingo de páscoa os pais escondem os chocolates pela casa ou quintal, e as crianças tem que procurar. Uma brincadeira melhor que simplesmente entregar os ovos, e como são ovinhos pequenos, dá pra esconder mais fácil.
Outra diferença é que o feriado da páscoa aqui é na segunda, não na sexta-feira.
Fomos dar um passeio, pra ver a região florida.
Acabamos indo para Voges, outra região da França, mas só passamos por tudo, para ver, nem paramos.
No meio do caminho, uma cidade cheia de árvores com flores brancas. Cerejeiras, aos montes...
E primavera aparecendo, calor chegando, animais sendo soltos... Tem vaca pra tudo que é lado.
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sábado, 11 de abril de 2009
Em casa...
Dia parado, semi-doente, com a garganta um pouco ruim, e as panturrilhas doendo por causa da Educação Física ontem...
Direto em casa, lendo e no PC. Mas nem por isso o francês fica de molho. Passei meu MSN pro pessoal já, fico conversando com o povo (na verdade só um cara). E escrever em francês é barra pesada. Um monte de grupo de letras, que pra gente é o som de uma só. "Au" e "eau" tem som de "o"; "ou", som de "u"; "ai", "é" (em geral); "oi", som de "oa"...
É uma complicação só pra escrever, porque além desses sons, ainda tem muitas letras que eles não pronunciam, vários "s" e "p" no meio e no fim fas palavras passam despercebidos.
O bom é que o pessoal tá afim mesmo de ajudar, isso é bem legal.
Essa vontade de ajudar é um pouco costume daqui, é uma cultura de fazer pelo outro, ajudar o outro.
Bem legal isso, a galera tem o maior respeito um pelo outro, e vontade de ajudar mesmo.
Talvez comigo seja um pouco mais ainda, por não ser daqui, não falar muito a lingua deles...
Passei umas músicas por pessoal já, várias bandas em inglês, e "Mutantes" e "Secos e Molhados" no meio. O cara que pegou o Pen-Drive gostou de Mutantes pelo visto. Volta e meia aparece no MSN que ele tá ouvindo Mutantes...
Direto em casa, lendo e no PC. Mas nem por isso o francês fica de molho. Passei meu MSN pro pessoal já, fico conversando com o povo (na verdade só um cara). E escrever em francês é barra pesada. Um monte de grupo de letras, que pra gente é o som de uma só. "Au" e "eau" tem som de "o"; "ou", som de "u"; "ai", "é" (em geral); "oi", som de "oa"...
É uma complicação só pra escrever, porque além desses sons, ainda tem muitas letras que eles não pronunciam, vários "s" e "p" no meio e no fim fas palavras passam despercebidos.
O bom é que o pessoal tá afim mesmo de ajudar, isso é bem legal.
Essa vontade de ajudar é um pouco costume daqui, é uma cultura de fazer pelo outro, ajudar o outro.
Bem legal isso, a galera tem o maior respeito um pelo outro, e vontade de ajudar mesmo.
Talvez comigo seja um pouco mais ainda, por não ser daqui, não falar muito a lingua deles...
Passei umas músicas por pessoal já, várias bandas em inglês, e "Mutantes" e "Secos e Molhados" no meio. O cara que pegou o Pen-Drive gostou de Mutantes pelo visto. Volta e meia aparece no MSN que ele tá ouvindo Mutantes...
sexta-feira, 10 de abril de 2009
Alguns costumes...
Nesses quatro dias de escola, deu pra perceber algumas coisas do jeito do pessoal já...
Sempre que alguém chega, cumprimenta todo mundo, aperto de mão para os homens, duas batidas de buchecas para as meninas (é, batida de buchecha, um beijo simbólico). Cada um que chega é um processo todo de cumprimento.
Outra diferença (e grande!) é o respeito pelo professor. O professor falou, tá falado e cala a boca! Quase isso.
A escola é grandona, e a gente tem que trocar de sala a cada aula. É legal que as aulas de Biologia e Física/Química são nos laboratórios já. Além de grande, a escola é bem convservada e novinha, bem massa.
Uma coisa do frânces, que já sabia o que era, mas não que tinha tantos usos, é o "chez", que quer dizer "na casa de". Ou seja, "chez moi", "na minha casa"; "chez toi", "na sua casa".
Mas é interessante os momentos que eles utilizam. Por exemplo, "Essa é minha casa", vira "Ici c'est chez moi", ou "ele mora comigo", vira "il habite chez moi". No primeiro dia estranhei bastante esses usos, mas como já sabia o significado, deu pra levar. Mas ainda não penso utilizando o "chez moi", sai uns "dans ma maison" ou, "na minha casa"...
Mas sem pressa, só foram quatro dias
Sempre que alguém chega, cumprimenta todo mundo, aperto de mão para os homens, duas batidas de buchecas para as meninas (é, batida de buchecha, um beijo simbólico). Cada um que chega é um processo todo de cumprimento.
Outra diferença (e grande!) é o respeito pelo professor. O professor falou, tá falado e cala a boca! Quase isso.
A escola é grandona, e a gente tem que trocar de sala a cada aula. É legal que as aulas de Biologia e Física/Química são nos laboratórios já. Além de grande, a escola é bem convservada e novinha, bem massa.
Uma coisa do frânces, que já sabia o que era, mas não que tinha tantos usos, é o "chez", que quer dizer "na casa de". Ou seja, "chez moi", "na minha casa"; "chez toi", "na sua casa".
Mas é interessante os momentos que eles utilizam. Por exemplo, "Essa é minha casa", vira "Ici c'est chez moi", ou "ele mora comigo", vira "il habite chez moi". No primeiro dia estranhei bastante esses usos, mas como já sabia o significado, deu pra levar. Mas ainda não penso utilizando o "chez moi", sai uns "dans ma maison" ou, "na minha casa"...
Mas sem pressa, só foram quatro dias
sexta-feira, 3 de abril de 2009
A escola / Agora vai
Dia para terminar as coisas de ontem.
Pintamos umas caixas de fruta, daquelas de madeira, para colocar no armário embaixo da pia da cozinha.
As coisas vão direto no chão lá, e tem dois cestos de lixo (um normal e outro de garrafas, potes...), panelas e produtos de limpeza, já que na casa não tem área de serviço (algo comum por aqui).
Ficaram bonitinhas as caixas, pintadas de branco. Vamos ver se adianta pra organizar um pouco.
Sair de casa mesmo, só para ir em Froideterre comprar pão, só ir e voltar, bem rápido.
A escola está caminhando para dar certo. Ligamos hoje para Vesoul, e falaram que a carta deve chegar amanhã.
É um rolo grande. O cara que me passou o teste, é um examinador só. Ele fez a carta de recomendação e mandou para Vesoul (Prefeitura daqui). Lá a superior dele análisou a carta, e fez a dela, que vale para a escola. É essa segunda carta que deve chegar aqui em casa amanhã. Com ela, a gente vai na escola, e tô praticamente dentro.
Até daria para a gente ir segunda-feira lá, mas falamos com o Eric, e ele achou melhor que a gente esperasse ele voltar (terça de noite) e quarta vamos lá. No Liceu(1º a 3º anos) tem aula na quarta de manhã, e o sábado é livre. Segundo o Eric, "vocês podem ir sozinhos e tentar começar na terça já, ou me esperar e garantir que comece na quinta".
E de fato, ele é daqui, sabe como forçar o povo, como convencer, argumentar no jeitinho deles. Que é bem diferente do brasileiro.
Aqui não tem a manha nem o desenrrolar do Brasil, o que é bem ruim as vezes. A burocracia aqui é muito grande, e a hieranquia também (um exemplo é a carta da escola, rolando de mão em mão e de superior em superior).
Mas desenrrola...
Qualquer dia junto um bocado dessas diferenças no povo, e faço um post sobre isso.
(Pô, resposta subliminar !? Mó na cara que era a resposta... hehe)
Pintamos umas caixas de fruta, daquelas de madeira, para colocar no armário embaixo da pia da cozinha.
As coisas vão direto no chão lá, e tem dois cestos de lixo (um normal e outro de garrafas, potes...), panelas e produtos de limpeza, já que na casa não tem área de serviço (algo comum por aqui).
Ficaram bonitinhas as caixas, pintadas de branco. Vamos ver se adianta pra organizar um pouco.
Sair de casa mesmo, só para ir em Froideterre comprar pão, só ir e voltar, bem rápido.
A escola está caminhando para dar certo. Ligamos hoje para Vesoul, e falaram que a carta deve chegar amanhã.
É um rolo grande. O cara que me passou o teste, é um examinador só. Ele fez a carta de recomendação e mandou para Vesoul (Prefeitura daqui). Lá a superior dele análisou a carta, e fez a dela, que vale para a escola. É essa segunda carta que deve chegar aqui em casa amanhã. Com ela, a gente vai na escola, e tô praticamente dentro.
Até daria para a gente ir segunda-feira lá, mas falamos com o Eric, e ele achou melhor que a gente esperasse ele voltar (terça de noite) e quarta vamos lá. No Liceu(1º a 3º anos) tem aula na quarta de manhã, e o sábado é livre. Segundo o Eric, "vocês podem ir sozinhos e tentar começar na terça já, ou me esperar e garantir que comece na quinta".
E de fato, ele é daqui, sabe como forçar o povo, como convencer, argumentar no jeitinho deles. Que é bem diferente do brasileiro.
Aqui não tem a manha nem o desenrrolar do Brasil, o que é bem ruim as vezes. A burocracia aqui é muito grande, e a hieranquia também (um exemplo é a carta da escola, rolando de mão em mão e de superior em superior).
Mas desenrrola...
Qualquer dia junto um bocado dessas diferenças no povo, e faço um post sobre isso.
(Pô, resposta subliminar !? Mó na cara que era a resposta... hehe)
terça-feira, 31 de março de 2009
Dia parado...
Mais um dia sem fazer nada...
Mas nem é tão ruim, lendo Harry Potter, não dá vontade de parar mesmo...
Só sai para ir comprar pão com o Gui. Fomos com casacos leves só... Deu pra ir e voltar bem até, mas deu um friozinho legal...
O quarto já está praticamente pronto, luminária colocada, e móveis (desmontados) também. Mas acho difícil a gente mexer neles amanhã, provavelmente vamos sair pra dar uma volta, talvez em Vesoul.
Na falta do que escrever, alguns costumes que já deu pra perceber.
O pão como complemento da refeição, já foi dito, mas de novo... Aqui o pão, apesar de "maltratado" (quando compram, eles carregam o pão de qualquer jeito, na mão, sem saco, sem cuidado nenhum) é parte do almoço ou janta. É comida, um pedacinho de pão, acabou tudo, pão pra limpar o prato, pão com pão...
Outra coisa que se come bastante aqui são iogurtes, depois das refeições principalmente. São bem mais baratos que no Brasil, um pacotão de 16 potinhos sai por 4 euros, uns R$12... Além de serem mais saborosos e com sabores diferentes. (Amora, cereja, damasco...)
Além disso, em restaurantes, depois da refeição você pode pedir uma sobremesa, ou então um queijo, que também vai muito bem com um pãozinho...
Vinho também vai direto, os preços explicam. A pouco o Eric me mostrou um vinho que ele comprou, Bordeaux Graves de 2005. Pagou 4,50 euros cada garrafa (foram umas 12, eu acho), isso dá uns R$14, mais ou menos(multiplica por três). Procurando na internet opreço de um vinho desses no Brasil, R$95... Besteira!
A base das refeições deles, ou é arroz ou batatas. E as vezes um pedaço de carne e batatas cozidas já são um almoço. Nade de arroz, feijão, carne, salada...
Quem sabe é por isso que as refeições são pequenas, pra sobrar espaço para o pão, o queijo, o iogurte...
Mas nem é tão ruim, lendo Harry Potter, não dá vontade de parar mesmo...
Só sai para ir comprar pão com o Gui. Fomos com casacos leves só... Deu pra ir e voltar bem até, mas deu um friozinho legal...
O quarto já está praticamente pronto, luminária colocada, e móveis (desmontados) também. Mas acho difícil a gente mexer neles amanhã, provavelmente vamos sair pra dar uma volta, talvez em Vesoul.
Na falta do que escrever, alguns costumes que já deu pra perceber.
O pão como complemento da refeição, já foi dito, mas de novo... Aqui o pão, apesar de "maltratado" (quando compram, eles carregam o pão de qualquer jeito, na mão, sem saco, sem cuidado nenhum) é parte do almoço ou janta. É comida, um pedacinho de pão, acabou tudo, pão pra limpar o prato, pão com pão...
Outra coisa que se come bastante aqui são iogurtes, depois das refeições principalmente. São bem mais baratos que no Brasil, um pacotão de 16 potinhos sai por 4 euros, uns R$12... Além de serem mais saborosos e com sabores diferentes. (Amora, cereja, damasco...)
Além disso, em restaurantes, depois da refeição você pode pedir uma sobremesa, ou então um queijo, que também vai muito bem com um pãozinho...
Vinho também vai direto, os preços explicam. A pouco o Eric me mostrou um vinho que ele comprou, Bordeaux Graves de 2005. Pagou 4,50 euros cada garrafa (foram umas 12, eu acho), isso dá uns R$14, mais ou menos(multiplica por três). Procurando na internet opreço de um vinho desses no Brasil, R$95... Besteira!
A base das refeições deles, ou é arroz ou batatas. E as vezes um pedaço de carne e batatas cozidas já são um almoço. Nade de arroz, feijão, carne, salada...
Quem sabe é por isso que as refeições são pequenas, pra sobrar espaço para o pão, o queijo, o iogurte...
quinta-feira, 26 de março de 2009
Mont Revaux
Hoje de tarde, peguei a bicicleta e fui pra Mont Revaux, o dito lago(represa) que tem aqui por perto.
Já tinha ido lá duas vezes, logo quando chegamos (acho que nem falei sobre isso antes) e o primeiro passei de bicicleta por aqui foi pra lá.
É do lado de Le Mont (cidade), se não for dentro da cidade ainda...
Dessa vez lembrei de levar a máquina, então, fotos do lago!!

A propósito, não sei pra que serve a casa na foto acima, deve ser pra organização, talvez pesca ou caça, é perto de uma área de caça. São coisas que eles gostam, pesca e caça.
Mais uma coisa mostrando a organização aqui, no meio do nada, perto do lago, e uma latão pra lixo reciclável (garrafas e potes de plásticos). Já vi vários desses latões nas cidades por aqui.
A cidade é minúscula, mas tem seus latões de lixo reciclável e seu orelhão...

Aproveitando, água aromatizada, é uma água com gosto, em geral de frutas (manga, maracujá...), imagino que seja como um H2OH! sem gás, imagino, porque ainda não tomei.
Outra coisa interessante no supermercado. Presunto se pede por fatias, não por peso (se paga por peso, mas se pede por fatias). Você pede as fatias e eles cortam na hora e ainda perguntam se a espessura está boa. E são presunto direto do pernil (tipo aqueles que a gente vê em exposição nos supermercados) ou seja, não são fatias quadradas, elas são mais compridas e disformes. Fora que tem presunto cozido e só defumado, tipo presunto de parma. Bom que só.
O exame na escola é amanhã de tarde, logo, dormir bem hoje porque vamos acordar cedo amanhã, cortar um pouco de lenha.
Tem um estoque de toras (1/4 do tronco, verticalmente) do lado de fora da casa. A gente corta em pedaços menores, mais ou menos do tamanho de um livro, e coloca na garagem. Aos poucos vamos passando eles para a cozinha e para o fogão a lenha.
Já tinha ido lá duas vezes, logo quando chegamos (acho que nem falei sobre isso antes) e o primeiro passei de bicicleta por aqui foi pra lá.
É do lado de Le Mont (cidade), se não for dentro da cidade ainda...
Dessa vez lembrei de levar a máquina, então, fotos do lago!!
Mais uma coisa mostrando a organização aqui, no meio do nada, perto do lago, e uma latão pra lixo reciclável (garrafas e potes de plásticos). Já vi vários desses latões nas cidades por aqui.
A cidade é minúscula, mas tem seus latões de lixo reciclável e seu orelhão...
Aproveitando, água aromatizada, é uma água com gosto, em geral de frutas (manga, maracujá...), imagino que seja como um H2OH! sem gás, imagino, porque ainda não tomei.
Outra coisa interessante no supermercado. Presunto se pede por fatias, não por peso (se paga por peso, mas se pede por fatias). Você pede as fatias e eles cortam na hora e ainda perguntam se a espessura está boa. E são presunto direto do pernil (tipo aqueles que a gente vê em exposição nos supermercados) ou seja, não são fatias quadradas, elas são mais compridas e disformes. Fora que tem presunto cozido e só defumado, tipo presunto de parma. Bom que só.
O exame na escola é amanhã de tarde, logo, dormir bem hoje porque vamos acordar cedo amanhã, cortar um pouco de lenha.
Tem um estoque de toras (1/4 do tronco, verticalmente) do lado de fora da casa. A gente corta em pedaços menores, mais ou menos do tamanho de um livro, e coloca na garagem. Aos poucos vamos passando eles para a cozinha e para o fogão a lenha.
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